Compreender o Cancro da Mama

Diagnóstico

Se tiver uma alteração na mama, o médico deverá determinar qual a sua causa (ou etiologia): pode não ser cancro. Neste caso, deverá fazer um exame físico. O médico irá fazer perguntas relacionadas com a história clínica e familiar. Se tiver realizado alguma mamografia ou outro exame imagiológico, com imagens dos tecidos internos da mama, deverá levá-los e mostrar ao médico. Depois de avaliar estes exames, o médico poderá solicitar (ou não) exames adicionais:

  • Ecografia (ultrasonografia)

  • Ressonância Magnética (RMN)

O médico poderá pedir a repetição da mamografia, para que sejam obtidas imagens mais claras e detalhadas de qualquer área que pareça suspeita ou anormal. Poderá, ainda, ser necessário fazer uma biópsia. A biópsia é o único processo através do qual se pode verificar a existência de células cancerígenas na zona suspeita.

1.6.1 – Ecografia (Ultrasonografia)

Através de ondas de som de alta-frequência, a ecografia (ultrasons) pode, frequentemente, mostrar se um nódulo é um quisto, cheio de líquido, ou uma massa sólida que pode, ou não, ser cancerígena. O médico vê estas imagens num monitor. Após o exame, as imagens podem ser impressas ou gravadas em vídeo. Este exame pode ser usado em conjunto com a mamografia, como complemento imagiológico.

1.6.2 – Ressonância Magnética (RM)

Na ressonância magnética (RM), liga-se um potente íman a um computador, para que sejam produzidas imagens mais detalhadas dos tecidos internos da mama. O médico vê estas imagens num monitor ou pode gravá-las em filme. A RM pode ser usada em conjunto com a mamografia.

1.6.3 – Biópsia

Muitas vezes é necessário retirar tecido ou líquido da mama, para ajudar o médico a perceber se é um cancro. A este procedimento chamamos biópsia. Para efectuar uma biópsia, o médico pode recomendar uma consulta com um cirurgião ou um médico especializado em doenças da mama.

Por vezes, uma área suspeita, visível numa mamografia, não é palpável (sentida) no exame clínico da mama. O médico poderá usar aparelhos que fornecem imagens, para ver a área onde será retirado o tecido. Estes procedimentos incluem a biópsia guiada por ultra-sons, com agulha localizada ou estereotáxica.
Os médicos podem retirar células ou tecido da mama, recorrendo a diferentes métodos:

  • Aspiração com agulha fina: o médico usa uma agulha fina para remover líquido e/ou células de um nódulo na mama, que deverá ser analisado num laboratório, onde um patologista usa um microscópio para procurar células cancerígenas.

  • Biópsia "Core": o médico usa uma agulha para remover tecido mamário. Um patologista analisa o tecido, para ver se tem células cancerígenas; este procedimento é, também, chamado microbiópsia.

  • Biópsia cirúrgica: numa biópsia incisional, o cirurgião remove uma amostra de um nódulo ou de uma zona anormal. Se for uma biópsia excisional, o cirurgião remove completamente o nódulo ou a zona anormal. Posteriormente, um patologista analisa o tecido retirado, para ver se tem células cancerígenas.

Se existirem células cancerígenas, o patologista pode, então, caracterizar o tipo de cancro. O tipo de cancro da mama mais comum é o carcinoma ductal: tem início no interior dos ductos (canais de passagem do leite). Outro tipo de cancro da mama é o carcinoma lobular: tem início nos lóbulos (locais onde se forma e armazena o leite).
Se precisar de fazer uma biópsia, pode ter diversas perguntas para colocar ao médico:

  • Que tipo de biópsia vou fazer? Porquê?

  • Quanto tempo irá demorar? Estarei acordada? Vai doer? Serei anestesiada? Qual será o tipo de anestesia?

  • Quando irei saber os resultados?

  • Existem alguns riscos? Quais são as hipóteses de infecção ou sangramento, após a biópsia?

  • Se eu tiver cancro, quem irá falar comigo acerca do tratamento? Quando?

1.6.4 – Exames adicionais

Se o diagnóstico for cancro, o médico poderá pedir testes laboratoriais especiais, no tecido que foi removido. Os resultados destes testes irão ajudar o médico a saber mais sobre o cancro e a planear adequadamente o tratamento.

Todas as mulheres com cancro da mama irão fazer o teste dos receptores hormonais. Esta informação é relevante para saber se o cancro necessita de hormonas (estrogénios ou progesterona) para se desenvolver. Os resultados podem condicionar a escolha e planeamento do tratamento.

Na amostra do tecido mamário deverá, também, ser analisado e pesquisado o aumento (ou sobre-expressão) do receptor-2 para o factor de crescimento epidérmico humano (HER2) - receptor existente na membrana das células tumorais, também designado gene HER2/neu . Esta alteração corresponde a um sub-tipo específico de cancro da mama, denominado cancro da mama HER2 positivo (HER2+); este aumento é detectado, nos tecidos, por uma técnica laboratorial. O cancro da mama HER2+ está associado a maior agressividade da doença. Existe uma terapêutica (com um anticorpo monoclonal) específica para as células HER2+.

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